Ataque Viral

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Células de memória

virus wanted poster

 

Se o seu corpo combater um vírus uma vez, o mesmo vírus provavelmente tentará atacar novamente. Depois de todo o trabalho necessário para se livrar dessa primeira infecção, seria uma pena ter que fazer tudo de novo. Uma característica surpreendente do seu sistema imunológico é que ele se lembra das infecções que lutou. Isso facilita muito o combate ao mesmo vírus ou bactéria pela segunda, terceira ou quarta vez.

Uma célula de memória nunca se esquece

b-cells with virus wanted posters

 

No final de cada batalha para interromper uma infecção, alguns linfócitos T e linfócitos B se transformam em linfócitos T e B de memória, respectivamente. Como é de se esperar pelo nome, essas células lembram-se do vírus ou bactéria que acabaram de combater. Essas células permanecem no corpo por um longo tempo, mesmo após a destruição de todos os vírus da primeira infecção. Elas permanecem preparadas para reconhecer e atacar rapidamente qualquer vírus ou bactéria que retornar.

A rápida produção de muitos anticorpos pode interromper uma infecção. Na primeira vez em que seu corpo combate um vírus, pode levar até 15 dias para produzir anticorpos suficientes para se livrar dele. Com a ajuda dos linfócitos B de memória, na segunda vez em que seu corpo ver esse vírus, ele pode fazer o mesmo em 5 dias. Além disso, as células produzem 100 vezes mais anticorpos do que na primeira vez. Quanto mais rápido seu corpo produz anticorpos, mais rápido o vírus pode ser destruído. Com a ajuda das linfócitos B de memória, você pode se livrar dos invasores antes mesmo de se sentir doente. Isso é chamado de adquirir imunidade.

Este gráfico mostra como as células de memória ajudam a combater melhor as infecções.

Este gráfico mostra como as células de memória ajudam a combater melhor as infecções. No dia 0, uma pessoa se infecta por um vírus. No dia 10, seus linfócitos B começam a produzir anticorpos e, no dia 15, eles produzem anticorpos suficientes para destruir todos os vírus. A partir daí, eles não produzem mais anticorpos (por não haver mais vírus), então restam cada vez menos anticorpos em seu corpo. No entando, no dia 40, o mesmo vírus entra em seu corpo novamente, mas como ele tem linfócitos B de memória preparados para combatê-lo, ele pode produzir rapidamente 100 vezes mais anticorpos do que durante a primeira infecção.

Construindo células de memória sem ficar doente

Caso você tenha uma infecção, você poderá criar imunidade contra esse vírus específico. Outra maneira de obter imunidade é através das vacinas. As vacinas são versões muito fracas ou mortas de um vírus ou bactéria que preparam suas células de memória para combater de maneira específica esse vírus ou bactéria. Como as vacinas ajudam a obter imunidade sem adoecer, elas são uma proteção especialmente eficaz para doenças muito perigosas.

Vacinações na história

A primeira vacina bem-sucedida foi contra a varíola em 1796. A varíola é causada por um vírus muito contagioso e mortal. Naquela época, a varíola era especialmente assustadora porque as pessoas sabiam muito pouco sobre vírus, bactérias ou sobre o funcionamento do sistema imune.

Foi o Dr. Edward Jenner que percebeu que as mulheres jovens que ordenhavam vacas geralmente pegavam a varíola bovina, mas raramente pegavam a varíola humana. Ele pensou que talvez a varíola bovina poderia prevenir a varíola humana..

Smallpox virus

Varíola humana

 
Cowpox virus

Varíola bovina

Para testar sua idéia, o Dr. Jenner infectou pessoas com a varíola bovina e depois as expôs à varíola humana. Surpreendentemente, elas não pegaram a doença. Ele não sabia exatamente como funcionava, mas agora sabemos que a varíola bovina e a varíola humana têm antígenos com formas semelhantes. Isso significa que as células de memória desenvolvidas para combater a varíola bovina também podiam combater a varíola humana. Como vacca significa vaca em latim, Jenner chamou essa forma de prevenção de doenças de vacinação.

smoothie

 

Após a descoberta do Dr. Jenner, tornou-se comum vacinar todas as pessoas contra a varíola. O sucesso foi tão grande que, desde 1979, não temos infecções por varíola no mundo.

Hoje, temos muitas vacinas para nos proteger e nos impedir de adoecer. A maioria é por meio de aplicações com injeções, mas alguns cientistas estão trabalhando em vacinas feitas em plantas, que podem ser comidas. Isso talvez signifique que, um dia, você não receberá uma injeção, apenas desfrutará de uma vitamina de vacina!

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